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Preparemo-nos bem para a hora da Morte e do Juízo,
a fim de escaparmos ao Inferno e ganharmos o Paraíso!


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sábado, 7 de agosto de 2010

O Inferno e a Eternidade das Penas



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Sobre o Inferno e a
Eternidade das Penas
(S. João Bosco)



1.º - O Inferno é um local destinado, pela Justiça Divina, a castigar com suplícios eternos os que morrem em pecado mortal.A primeira pena, que os condenados padecem no Inferno, é a dos sentidos, por ser todo o seu corpo atormentado por um fogo que arde horrivelmente, sem jamais diminuir.
Esse fogo penetrará pelos olhos, pela boca e por todo o corpo, e cada um do sentidos padecerá uma pena especial.Os olhos ficarão obscurecidos pelo fumo e pelas trevas, e aterrorizados ao ver os demónios e os demais condenados.
Os ouvidos não ouvirão incessantemente senão gritos, uivos, prantos e blasfémias.

O olfacto será atormentado com o mau cheiro do enxofre e betume ardentes, que sufocará.A boca sofrerá sede ardentíssima e padecerá uma fome canina: "Sofrerão fome como cães" (Sl 58, 7; 15).Deus permitiu que o Rico avarento, no meio daqueles tormentos, dirigisse um olhar a Lázaro, pedindo por misericórdia uma gota de água para aliviar o ardor que o consumia; mas até esta lhe foi negada.
Aqueles infelizes, no meio das chamas, devorados pela fome e sede, atormentados por um fogo que não cessa, bradam, uivam e desesperam-se.


Ah, Inferno, Inferno, como são desgraçados os que caem nos teus abismos!
E tu, meu filho, o que dizes?
Se tivesses que morrer neste momento,
para onde irias?Se não podes suportar agora, sem gritar de dor, a ligeira chama duma vela na mão, como poderás sofrer aquelas chamas por toda a eternidade?

2.º - Considera, por outro lado, meu filho, o remorso que sentirá a consciência dos condenados.A sua memória, entendimento e vontade, padecerão tormentos terrivelmente.
Recordarão continuamente o motivo por que se perderam; isto é, por terem querido satisfazer uma paixão qualquer, e esse pensamento será para eles um verme roedor, que jamais morrerá.

Pensarão no tempo que Deus lhes tinha concedido para salvarem-se da perdição; nos bons exemplos dos seus companheiros; nos propósitos formados e não postos em prática.
Pensarão nas pregações ouvidas, nos conselhos dos seus confessores, nas boas inspirações para deixar o pecado...
E vendo que já não há remédio, soltarão uivos desesperados.
A vontade jamais terá nada do que deseja, sofrendo pelo contrário todos os males.O entendimento conhecerá o bem imenso que perdeu.
A alma, separada do corpo e apresentada diante do Tribunal Divino, entreviu a beleza de Deus, conheceu a Sua imensa Bondade, contemplou, por um instante, o esplendor do Paraíso; terá ouvido talvez os dulcíssimos e harmoniosos cânticos dos Anjos e Bem-aventurados.
Que dor, vendo que tudo isso lhes é arrebatado para sempre!
Que horrorosos tormentos! Quem poderá suportá-los?


3.º - Meu Filho, que agora não te preocupas em perder a Deus e o Paraíso!
Esperas por acaso conhecer a tua cegueira,
quando tantos companheiros teus, mais ignorantes e mais pobres do que tu, estiverem gloriosos e triunfantes no Reino dos Céus, e tu fores amaldiçoado por Deus e arrojado fora daquela Pátria Celeste, fora do gozo de Deus, da companhia da Virgem Santíssima e dos Santos?

Decide-te, pois, a servir ao Senhor, e faz penitência.
Não aguardes para quando não houver mais tempo.
Entrega-te já a Deus.
Quem sabe se esta meditação não será a tua última chamada à Graça santificante!
Se não correspondes a ela, expões-te a que Deus te abandone e te deixe cair nos eternos suplícios.
'Ah, Senhor, livrai-nos das penas do Inferno!'



A Eternidade das Penas


1.º - Considera, meu filho, que se caíres no Inferno, dele jamais sairás.Nele se padecem todas as penas, e todas elas para sempre.Passarão cem anos, mil anos, e o Inferno estará apenas começando; passarão cem mil anos, cem milhões de anos, milhões de milhões de anos e de séculos... e o Inferno estará ainda apenas no princípio.
Se um Anjo anunciasse a um condenado que Deus haveria de livrá-lo do Inferno... depois de passar tantos milhões de séculos quantas gotas de água tem o mar, ou quantas folhas de árvores e grãos de areia há no mundo, essa notícia causar-lhe-ia logo um consolo indizível.'É certo, exclamaria ele, que é imenso o número de séculos que no Inferno terei de sofrer, mas finalmente haverá um dia em que eles acabarão'...Mas, ai! Passarão esses milhões de séculos e uma infinidade de outros, e o Inferno estará sempre apenas começando.Cada condenado quereria poder dizer a Deus:
'Senhor, aumentai quanto quiserdes as minhas penas, e fazei-me permanecer aqui o tempo que quiserdes, contanto que me deis a esperança de ver este suplício acabar um dia!'Mas não! Esse término e essa esperança jamais chegarão.

2.º - Se ao menos o condenado pudesse iludir-se a si mesmo, pensando consigo:'Quem sabe se Deus algum dia terá piedade de mim e me tirará deste abismo'...Mas, não! Jamais ele abrigará esta esperança!
O condenado terá sempre presente a sentença da sua condenação eterna:'Este tormentos, este fogo, estes horríveis gritos, eu tê-los-ei para sempre!'

"Para sempre!" - verá isto escrito nas chamas que o devoram.
"Para sempre!" - na ponta das espadas que o trespassam.
"Para sempre!" - nas horríveis fisionomias dos demónios que o atormentam.
"Para sempre!" - naquelas portas fechadas, que jamais se abrirão para ele!

Ó eternidade, ó abismo sem fundo!
Ó mar sem limites! Ó caverna sem saída!
Quem não tremerá pensando em ti?
Ó maldito pecado, que tremendos suplícios preparas para quem te comete!
Ah, basta de pecados! Basta de pecados em toda a minha vida!


3.º - O que deve encher-te de espanto e horror é pensar que essa horrível fornalha está sempre aberta debaixo dos teus pés, e que basta um único pecado mortal para cair nela.Compreendes, meu filho, isto que lês?
Um pecado grave que cometes, com tanta facilidade,
merece uma pena eterna.Uma blasfémia, uma profanação dos dias santos, um furto, um ódio, uma palavra ofensiva, um acto imoral, um pensamento obsceno... basta para condenar-te às penas do Inferno.
Ah, meu filho! Ouve atentamente os meus conselhos:Se a consciência te censura de algum pecado, vai imediatamente confessar-te, para principiares logo uma boa vida.
Põe em prática todos os conselhos do teu Confessor; e se for necessário, faz uma confissão geral; promete fugir das ocasiões perigosas, das más companhias.
E se Deus te chamar a deixar o mundo, obedece-Lhe com prontidão.
Tudo o que se faz para evitar uma eternidade de tormentos, é pouco, é nada:"Nenhuma segurança é excessiva quando está em jogo a Eternidade", escreveu S. Bernardo.
Oh, quantos jovens na flor da idade abandonaram o mundo, a pátria, a família, e foram sepultar-se nas grutas e desertos, não vivendo senão de pão e água, às vezes só de algumas raízes!
E tudo isso por amor de Deus, assim como para evitarem o Inferno!
E tu, o que fazes, depois de mereceres tantas vezes o Inferno, pelo pecado?Lança-te já aos pés do teu Deus, dizendo-Lhe:"Senhor, estou pronto a fazer tudo o que quiserdes; já Vos ofendi demais, até agora; de hoje em diante, não quero mais ofender-Vos.Enviai-me, se necessário, todos os males desta vida, desde que possa salvar a minha alma".(S. João Bosco, em "O Jovem Instruído")





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NOTA FINAL:Este texto de S. João Bosco está inteiramente de acordo -- como não podia deixar de ser -- com a Teologia de S. Tomás de Aquino, da Doutrina Católica e do actual Magistério da Igreja, para além da Sagrada Escritura, claro. (N.E.C.)
Fonte anterior:Pai de Amor
(11/12/2008)

Adaptação:
Nova Evangelização Católica

sábado, 2 de janeiro de 2010

REFLEXÕES SOBRE A MORTE - I





MEDITAÇÃO

SOBRE A MORTE



1. Bem depressa chegará o teu fim neste mundo; vê, pois, como te preparas.
Hoje o homem está vivo e amanhã já não existe.

E logo que se perder da vista, assim mesmo perder-se-á da memória.
Oh, cegueira e dureza de coração humano, que só cuida do presente, sem olhar para o futuro!
De tal modo, deverias proceder em todas as tuas obras e pensamentos, como se já fosse a hora da morte
.
Se tivesses boa consciência,
não temerias demasiado a morte.
Melhor fora evitares o pecado do que fugires da morte.
Se não estás preparado hoje,
como estarás amanhã?
O dia de amanhã é incerto;
sabes tu se lá chegarás?

2. Que nos aproveita viver muito tempo, se tão pouco nos emendamos?
Infelizmente, nem sempre a longa vida nos torna melhores, antes, muitas vezes, aumenta-nos as culpas.
Oxalá tivéssemos vivido bem,
ao menos um só dia, neste mundo!
Muitos contam os anos decorridos desde a sua conversão; frequentemente, porém, pouco é o fruto da sua emenda.
Se morrer mete medo, talvez seja ainda mais perigoso viver muito.
Feliz aquele que medita sobre a hora da morte,
e para ela se dispõe em cada dia.
Se já viste alguém morrer, considera que também passarás pelo mesmo caminho.




3. Logo de manhã, pensa que poderás não chegar à noite, e à noite não consideres seguro o dia seguinte.
Por isso, anda sempre preparado,
vivendo de tal modo que a morte nunca te encontre desprevenido.
Muitos morrem repentina e inesperadamente; pois,
«na hora em que menos se espera, virá o Filho do Homem» (Lc 12, 40).
Quando chegar aquela hora derradeira, então começarás a pensar muito seriamente sobre a tua vida passada, e doer-te-á muito teres sido tão negligente e leviano.



4. Quão feliz e prudente é aquele que procura ter uma vida santa, tal como deseja que a morte o encontre!
O que dará grande confiança duma morte abençoada é o grande desprezo do mundo, o desejo ardente de progresso na virtude, o amor à disciplina, o rigor na penitência, a prontidão na obediência, a renúncia de si mesmo, e a paciência de sofrer, por amor de Cristo, qualquer adversidade.
É fácil praticares o bem enquanto tiveres saúde; mas quando estiveres enfermo, não sei o que poderás fazer.
Poucos melhoram com a enfermidade; assim como também, entre aqueles que andam em muitas peregrinações, raros são os que se santificam.




5. Não confies em parentes e amigos, nem proteles para mais tarde o negócio da tua salvação, porque, mais depressa do que pensas, os homens esquecer-te-ão.
É preferível providenciares agora, fazendo todo o bem possível, do que esperares mais tarde pelo
socorro dos outros.
Se não cuidas de ti no presente,
quem cuidará de ti no futuro?
Muito precioso é o tempo presente:
«Agora são os dias de salvação, agora é o tempo favorável» (2 Cor 6, 2).
Que pena se não aproveitares espiritualmente todo este tempo, pelo qual poderás alcançar o prémio da
Vida eterna!
Depressa chegará o tempo em que desejarás um dia, ou pelo menos uma hora, para te emendares, e não sei se o alcançarás.

6. Ah, caríssimo irmão, de quantos perigos te poderias livrar e de quantos temores poderias fugir, se andasses sempre prevenido e desconfiado da morte!
Procura agora de tal modo viver, que na hora da morte antes tenhas motivos para te alegrar do que para
temer.
Aprende agora a desprezar o mundo, para poderes, à última hora,
voar livremente para Cristo.
Castiga agora pela penitência o teu corpo, a fim de então poderes ter
legítima confiança e paz.




7. Oh, insensato, que pensas viver muito tempo, quando
não tens seguro nem um só dia!
Quantos se deixaram enganar, e repentinamente
foram arrancados do seu corpo!
Quantas vezes ouviste dizer:
Este morreu à espada, aquele afogou-se; este outro, caindo do alto, partiu a cabeça; um expirou quando comia, outro quando jogava; estes morreram pelo fogo, aqueles pelo ferro; uns pela peste, outros pelas mãos dos
ladrões.
Assim acaba a vida do homem, que o fim de todos é a morte, e
«a vida passa tão depressa como a sombra» (Sl 143, 4; Job 14, 10).

8. Quem se lembrará de ti depois da morte? E quem rogará por ti?
Irmão caríssimo, faz já todo o bem que puderes; pois não sabes quando morrerás, nem o que te sucederá
depois da morte.
Enquanto ainda tens tempo,
acumula riquezas espirituais.
Cuida bem da tua salvação eterna; ocupa-te sobretudo das
coisas de Deus.
«Granjeia agora amigos espirituais (venerando os Santos de Deus e imitando as suas virtudes), para que, quando saíres desta vida, eles te recebam na eterna morada» (Lc 16, 9).




9. Considera-te como hóspede e peregrino deste mundo, não te procupando com os
negócios terrenos.
Conserva o coração sempre puro e voltado para Deus, porque
«não tens aqui morada permanente» (Heb 13, 14).
Dirige ao Céu as tuas preces e dores de cada dia, como lágrimas de amor, para que a tua alma, depois da morte, mereça passar ditosamente ao Senhor. Amém.

(Imitação de Cristo, Livro I, Cap. XXIII)


Adaptação:
Novíssimos do Homem