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Preparemo-nos bem para a hora da Morte e do Juízo,
a fim de escaparmos ao Inferno e ganharmos o Paraíso!


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sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Virgem Santíssima e o Inferno
+ Síntese do Inferno - 1




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A Virgem Maria

E o Inferno



«Amar a Virgem Maria é sinal de predestinação eterna» (S. Bernardo de Claraval).

Maria é a Mãe de Jesus, sendo este o Filho de Deus Vivo.
Qual seria o filho que amasse a sua mãe e que, podendo contentá-la, não o fizesse?
Jesus, porque é Deus, podendo fazer sua Mãe feliz, não pode recusar nada Àquela que nada Lhe recusou.

Faria sentido que Jesus recusasse algo Àquela que venera e ama acima de todas as (demais) criaturas, ao ponto de tê-la escolhido para sua Mãe?
Não faria nenhum sentido.
Por isso, dizemos que Maria é Omnipotente junto de Deus, pelas suas súplicas.

Diz o Evangelho:
«Desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso».
Se Jesus era submisso a Maria e a José, na Sua vida terrena, por que razão, agora que está glorificado à direita do Pai, não o continuaria a ser na Ordem Divina?
Será que Ele poderia ser tão ingrato, ao ponto de se ter esquecido de Maria e de José?

A grandeza de Jesus, diz S. Paulo, reside no facto de que:
«Ele tinha Condição Divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegasse ciosamente.
Mas esvaziou-se a Si mesmo, assumindo a condição de Servo e tomando a semelhança humana. E reduzido à figura de homem, humilhou-Se e foi obediente até à morte e morte de cruz!
Por isso, Deus exaltou-O grandemente e agraciou-O com o Nome que está sobre todos os nomes, para que ao Nome de Jesus... toda a língua confesse que Jesus é o Senhor»
(Fl 2, 6-11).

E se Jesus é o Senhor, Maria, a Mãe de Jesus, é a Mãe do Senhor.
Ora, a Mãe de um Rei - «Então, tu és Rei? Respondeu Jesus: "Tu o dizes: Eu sou Rei" » (Jo 18, 37) - é uma Rainha.
E é do senso comum, que o poder de uma Rainha, junto do coração de um Rei, é enorme.

Por isso, repito, os Cristãos afirmam que Maria é toda poderosa junto do Coração de Deus; isto é, junto de Jesus, pois Jesus, como Filho perfeito, deve obediência, no sentido estrito, à Sua Mãe, até mesmo no Céu.
Não porque Maria tenha poder algum por si só. Mas o poder de Maria vem, não d'Ela mesma, mas do seu grande e especial poder de intercessão, já que Deus não quer recusar nada de legítimo Àquela que venera e ama acima de todas as Suas criaturas.
Assim mesmo, não devemos recear venerar Maria, pois é a Deus que veneramos e louvamos em Maria.

Então, se Maria é Omnipotente nas suas súplicas junto de Deus Altíssimo, quem melhor do que Ela, para livrar o pecador do Inferno, senão Aquela que deixou imolar o próprio Filho, a fim de satisfazer a Justiça Divina pelo pecado?

Por isso mesmo, dizia S. Bernardo:
«Se erguem-se as tempestades das tentações, se vos encontrais no meio dos escolhos das tribulações, erguei os olhos para a Estrela do Mar, chamai Maria em vosso auxílio.
Se sois sacudidos à mercê das vagas da soberba, da ambição, da maledicência, da inveja, olhai para a Estrela, invocai a Maria.
Se, perturbados pela grandeza dos vossos crimes, confusos pelo estado miserável da vossa consciência, trespassados de horror com o pensamento do Juízo, começais a soçobrar no abismo da tristeza e do desespero, pensai em Maria, invocai Maria.

«A Sua invocação, o pensamento n'Ela, não se afastem, nem do vosso coração, nem dos vossos lábios.
E para obterdes mais seguramente o auxílio das suas preces, não vos descuideis de imitar os seus exemplos.
Seguindo-a, não vos extraviareis; suplicando-a, não desesperais; pensando n'Ela, não vos perdereis.
Enquanto Ela vos tem na sua mão, não podeis cair; sob a sua protecção, não tendes nada que temer; sob a sua guia, não há cansaço; com o seu favor, chega-se seguramente ao termo».

(Homil. II, De Laudibus Virg. Matris, 17)

Então, apoiemo-nos em Maria e supliquemos Àquela que é a nossa Mãe na ordem da Graça, pois se «Ele predestinou-nos para sermos Seus filhos adoptivos por Jesus Cristo» (Ef 1, 5), então isso significa que somos irmãos de Jesus; e se somos irmãos de Jesus, somos filhos de Maria, pois Maria tomou-nos como seus filhos, quando Jesus disse: «Eis a tua Mãe!» (Jo 19, 27).
Em João, estavas tu e eu, toda a humanidade!
Se somos filhos de Maria, invoquemo-la como Mãe, que o é de facto.
E qual é a Mãe que permanece surda às súplicas de um seu filho em perigo de morte?

Então, supliquemos a Maria, dia e noite, que interceda por nós junto do seu Divino Filho, para que sejamos contados no número dos eleitos, e dessa forma não caiamos naquele sítio que a Sagrada Escritura descreve como o "horror eterno":
«O Senhor Todo-Poderoso puni-los-á no dia do Juízo. Porá fogo e vermes nos seus corpos, e eles chorarão de dor eternamente» Judite (Jd 16, 17).

Por isso, digamos como Job: «O Temor do Senhor, eis a Sabedoria; fugir do mal, eis a Inteligência» (Jó 28, 28).
Pois os olhos do Senhor estão voltados «para o pobre e para o abatido, para aquele que treme diante da Minha palavra» (Is 66, 2).


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SÍNTESE DO INFERNO


Deus não é Amor para que nós (também) sejamos maus.
Se Deus fosse bom para que nós fôssemos maus, Deus não seria Bom.
«O Temor do Senhor é o princípio da sabedoria» (Prov 1, 7).

Muitos esquecem-se que «a sua Misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que O temem» (Lc 1, 50). E não para aqueles que abusam dessa mesma Misericórdia.
Errar e pecar é humano. Mas amar o pecado e o erro e neles persistir é diabólico.

O Amor de Deus não é um jogo (de sorte ou azar).
Não se é amado incondicionalmente por um Deus Infinito até à morte de Cruz.
Quem não está convencido da plena seriedade da Eternidade, não convence ninguém, e só pregará um evangelho que não é o de Cristo.

Muitos dizem-se tão misericordiosos, mas no fundo são deveras cruéis, pois ao não pregarem abertamente sobre o Inferno e sobre as consequências do pecado, induzem o pecador em erro, levando-o a adiar a sua conversão, e dessa forma conduzem-no ao Inferno, pois este acumula pecados sobre pecados, obstinando-se no pecado, esperançado que um dia terá perdão (mesmo sem o mínimo arrependimento).
Só que, a muitos, a morte surpreende-os, sem terem tempo ou condições para se prepararem convenientemente...

Já dizia Jesus Cristo a Santa Catarina de Sena:
«Por presunção, erroneamente, firmam-se na esperança de serem perdoados, mas continuam a ofender-Me, pensando (mesmo assim) poderem contar com a Minha misericórdia.
Jamais ofereci ou ofereço a Minha misericórdia para que Me ofendam.
A finalidade do Meu perdão é para que, pela Misericórdia, os pecadores se defendam do Demónio e da confusão de espírito.
Mas agem diversamente. Ofendem-Me porque sou Bom!»
(Santa Catarina de Sena, O Diálogo, 14-14)

A vã hipótese duma eternidade sem ninguém que se tenha condenado, ou se vá condenar, seria uma eternidade frívola, não séria, seria como um inferno "light", morno.
Não valeria a pena lutar para evitar o Inferno verdadeiro.

A proposta dos modernistas e relativistas é uma proposta demagógica e autoritária.
Autoritária, porque todos se salvarão, ainda que não queiram ou não mereçam.
Demagógica, porque, como os políticos actuais, fazem promessas fáceis de eterna salvação, que logo não cumprirão, e muitos descobrirão o engano quando já for tarde demais... E a quem reclamarão?

Não que não devamos ter esperança. Mas esta deve ser fundamentada numa procura incessante pelo Rosto de Deus e num afastamento do pecado e das ocasiões que levam a ele.
Apelar à esperança da Salvação, sem apelar para uma vida séria segundo a Moral Cristã, longe do pecado e das suas ocasiões, é pura demagogia.

Se Deus fosse "misericordioso" com todos os homens bons e maus, se concedesse a todos a graça da conversão antes da morte, seria ocasião de pecado até para os bons, pois induziria estes a pecar e a esperar na Sua misericórdia.
Mas não, quando chega ao fim das Suas misericórdias, Deus castiga e não perdoa mais:

«Agora, que chegou o teu fim, vou desencadear a Minha ira contra ti, e julgar-te-ei de acordo com o teu comportamento; farei cair sobre ti as tuas abominações, de acordo com o teu comportamento.
Já não terei um olhar de compaixão para ti; não te pouparei; antes, farei cair sobre ti o teu comportamento, as tuas abominações ficarão expostas no meio de ti, e então sabereis que Eu sou Iavé»
(Ez 7, 3-4); e acrescenta mais:
«O Meu olhar não se compadecerá; eu não pouparei, antes pagar-te-ei de acordo com o teu comportamento» (Ez 7, 9).

Se Deus quisesse, com uma vontade sem limites, a salvação de todos os homens, para quê a Encarnação do Seu Filho?
Para quê a Morte na cruz? Para quê a Igreja? Para quê o Papa, os bispos, os padres, os diáconos? Para quê os Sacramentos, a Liturgia, a Palavra de Deus, a Bíblia?...

O Inferno povoa-se mais com a Misericórdia do que com a Justiça.
Os modernistas de agora querem o Inferno vazio, até evitam falar dele, e tudo o que conseguem fazer é povoá-lo mais.
São os colonizadores do Inferno, pois como não avisam o homem do perigo que é transgredir a Lei de Deus, induzem este a pecar indirectamente e por isso mesmo a perder-se.

Escreve Santo Afonso Maria de Ligório:
«Certo autor indicava que o Inferno se povoa mais pela Misericórdia do que pela Justiça Divina. E assim é, porque, contando temerariamente com a Misericórdia, prosseguem pecando e acabam condenando-se.
Deus é Misericordioso, ninguém o nega. Mas, apesar disso, a quantos hoje em dia manda a misericórdia (desvirtuada) para o Inferno.
Deus é Misericordioso, mas também é Justo, e por isso sente-se obrigado a castigar a quem O ofende».

Ele usa de Misericórdia com os pecadores, mas só com quem, após ofendê-Lo, o lamenta sinceramente, temendo voltar a ofendê-LO:
«A Sua Misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que O temem», cantou a Mãe de Deus.

Com os que abusam da Sua Misericórdia, para desrespeitá-Lo ou desprezá-Lo, Ele usa da Sua Justiça.
O Senhor perdoa os pecados, mas não pode perdoar a vontade de pecar.

Escreve S. Agostinho que: quem peca com esperança de arrepender-se depois de pecar, não é penitente, mas ri-se de Deus.
Ora, S. Paulo advertiu-nos que «de Deus não se zomba» (Gl 6, 7).
Seria gozar a Deus ofendê-Lo como e quanto se quer, e mesmo assim ter a pretensão de ir ao Céu.

Por muito incómodo e insondável que seja para o homem moderno, o que está revelado, revelado está.
E não existe forma alguma de nos evadirmos desta realidade.
Não é pelo infeliz facto de não falarmos ou não acreditarmos no Inferno, que ele deixa de existir e de ser uma espantosa e terrível realidade...


(Continua)


quinta-feira, 25 de março de 2010

ARGUMENTOS E PROVAS TEOLÓGICAS
SOBRE O INFERNO ETERNO - I





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PORQUÊ CRIOU DEUS O INFERNO?


Argumentos Teológicos e Racionais



«Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo do Inferno, preparado para o Diabo e seus anjos...
E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a Vida eterna»
(Mt 25, 41.46)

Aquele que afirmou:
«Por que não entendeis a Minha linguagem? Por que não podeis ouvir a Minha palavra? Vós tendes por pai o Diabo, e quereis realizar os desejos o vosso pai. Ele foi assassino desde o principio, e não esteve pela verdade, porque nele não à verdade...
Por isso, não acreditais em Mim, porque vos digo a verdade... Se digo a verdade, porque não acreditais? Quem é de Deus, escuta as palavras de Deus; vós não as escutais porque não sois de Deus»
(Jo, 8, 42-47).

Jesus não mente. Ele é a Verdade.
Se Ele afirmou claramente que o Inferno é uma realidade, por que duvidar? Todo aquele que nega a realidade do Inferno, nega que Jesus seja a Verdade, e todo aquele que não crê em Jesus, está escrito:

«Quem crê no Filho têm a Vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá a Vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus» (Jo 3, 36).
E ainda: «Quem n'Ele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus» (Jo 3, 18).


Quem é que não acredita no Inferno?
Quem apenas lhe convém que ele não exista.
«De facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz, para que as suas acções não sejam desmascaradas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, de modo a tornar-se claro que os seus actos são feitos segundo Deus» (Jo 3, 20-21).

Jesus referencia aproximadamente 20 vezes o Inferno no Evangelho de S. Mateus, e cerca de 10 vezes fala em 'fogo' (do Inferno)!
E no Novo Testamento afirma-se cerca de 23 vezes que existe fogo.
Porquê esta sua preocupação extrema em alertar-nos frequentemente para a terrível realidade do Inferno, se ele não existisse?

Deus, o Sumo Bem, afirma:
«Por que quereis morrer, casa de Israel? Pois eu não me comprazo com a morte de quem quer que seja - oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivei» (Ez 18, 32)
«Porventura, hei-de-me comprazer com a morte do pecador - oráculo do Senhor - e não com o facto de ele se converter e viver?»
(Ez 18, 23).


Deus quis o Inferno?

O Inferno existe, porque existe o pecado!
O pecado é obra do homem e do Demónio; o Inferno é o fruto do pecado.
Deus não quer o Inferno, como nós não queremos as prisões, mas assim como estas devem existir, pelo facto dos homens serem livres e de poderem abusar dessa liberdade; da mesma forma Deus teve de criar o Inferno, para garantir a ordem e a justiça.
Caso contrário, Deus não seria Justíssimo, e se Deus não fosse Justo, seria injusto, e como tal não seria verdadeiro Deus, o que não faz sentido nenhum!
Existe um abismo infinito, em todos os aspectos, entre a criatura e o Criador.
Deus criou o Inferno para castigar o pecado.


Porquê o Inferno é tão terrível?

A Justiça perfeita exige que exista uma proporção entre a magnitude do crime e a magnitude do castigo.
Sendo Deus de Sabedoria, Majestade e Santidade infinitas, e sendo o pecado mortal uma ofensa voluntária contra Deus, encerra em si mesmo uma gravidade e malícia infinitas; logo, o pecador mereceria um castigo infinito.

Como a criatura é finita, e não suportaria tal castigo, proporcional à gravidade da sua culpa, ele, em lugar de ser infinito em intensidade, por permissão divina, será infinito na sua duração.
Além disso, se Deus fizesse um Inferno "light" ou suave, como se diz agora, o pecador seria induzido a pecar indirectamente, pois seria levado a não temer o Senhor, nem os Seus Juízos, já que a punição justa reduzir-se-ia apenas a um ligeiro castigo.

E nesse caso, o próprio Deus seria, ainda que de forma indirecta, como que agente do pecado.
E deste modo, como é que Deus poderia castigar o pecado que ele próprio "induzira"?
Deus, assim, já não seria Justo, Justíssimo, e como tal não seria Deus, pois não pode haver, de modo nenhum, Misericórdia sem Justiça Divina, ao contrário dos que muitos infelizmente pensam ou desejam.


O Inferno é mesmo eterno?

Sim, é eterno, como eternas e perfeitas são a Justiça e a Misericórdia Divinas.
Deus não pode perdoar a quem não quer ser perdoado, o que, a não ser assim, seria uma arbitrariedade e uma tirania.
E como o pecador não quis aceitar o perdão de Deus, e dessa forma ultrajou a Misericórdia Divina, recusando-a deliberadamente, o Senhor deverá exercer a Sua rigorosa Justiça.

Ora, Justiça é dar ou tirar a alguém aquilo que merece ou não por direito.
Como o pecador ofendeu a Deus, o Senhor, pela Sua perfeita Justiça, retira ao pecador tudo aquilo que lhe pertence, ficando o pecador apenas com aquilo que é seu por direito, isto é, com o seu pecado.
Como o fruto do pecado mortal, por ser duma gravidade extrema, é o Inferno, tendo presente a infinita dignidade do Ofendido, o pecador merecerá um Inferno eterno.

Além disso, faria algum sentido que, depois de ser condenado, o Demónio, como sendo a personificação da soberba e de todo o mal, dissesse: "Condenaste-me a um milhão de milênios no Inferno, mas quando eu sair, ajustaremos contas".
Poderia uma Justiça assim ficar satisfeita? Nem a justiça humana, quanto mais a Justiça Divina.
Além de que, se as penas do Inferno não fossem perpétuas, a felicidade dos eleitos, por analogia, também não seria eterna, e estes, ao saberem que o Céu não era eterno, não teriam a felicidade perfeita, e logo o Céu deixaria de ser Céu, o que não faz nenhum sentido, absolutamente.


Mas parece não existir proporção alguma
entre 50 ou 60 anos de pecado
e uma eternidade no Inferno.

Quando um assassino mata alguém, demorando apenas 5 minutos, isso não significa que só mereça ser castigado por 5 minutos, por mais grave que seja a pena.
Assim como um pedófilo que demorasse uma hora a violar uma criança não mereceria uma punição de apenas uma hora.
A justiça humana diz que não, pois isso repugna à inteligência humana.

Então, o castigo é dado, não em função do tempo que demorou a ser executado o crime, mas em atenção à sua gravidade intrínseca.
Como um crime (pecado mortal) cometido contra Deus, é de gravidade infinita, merece uma condenação proporcional à magnitude do crime cometido.


A finalidade dum castigo não é também
a recuperação daquele que faz o mal?

Existem duas espécies de castigo: Uma para corrigir, e outra para satisfazer a Justiça.
Para corrigir, serve-se Deus das tribulações desta vida: «Meu filho, não desprezes a disciplina de Javé, nem te canses com a Sua exortação; porque Javé repreende os que Ele ama, como um pai ao filho preferido» (Pv 3, 11-12).
Porém, se mesmo assim o pecador faz-se surdo ao apelos divinos, e despreza o seu Criador e as Sua Leis, implícita ou explicitamente, a Justiça Divina exige que o mal efetuado seja satisfeito.

Se o pecador não quis reparar o seu pecado neste mundo de provação, enquanto podia e devia, então deve satisfazê-lo na Eternidade.
Se Deus, por Amor e Justiça, ameaça o homem com as penas do Inferno, não o faz em vão, e por isso Ele deve levar a cabo a Sua ameaça, se o homem não observa a Sua Lei e continua a pecar.
Deus não é "só" infinitamente Bom e Santo. Ele é também infinitamente Justo e Sábio.
«O Senhor daquele servo virá, em dia imprevisto e hora ignorada. Ele parti-lo-á ao meio e impor-lhe-á a sorte dos hipócritas. Aí, haverá choro e ranger de dentes» (Mt 24, 50).


A maioria dos homens
só peca temporariamente,
esperando arrepender-se depois.

Quem morre em pecado mortal manifesta que não se arrependeu.
No entanto, essa suposta esperança num arrependimento futuro é uma ilusão vã e imoral.
Ilusão vã, porque, sem a Graça de Deus, o pecador não pode sair do seu pecado; isto é, sem a graça do arrependimento, que Deus não é obrigado a dar a ninguém, e que até pode negá-la, em face de tanta ingratidão do pecador.

O que se lança a um poço, dele não pode sair sem alguém que o ajude, resignando-se a permanecer nele eternamente se alguém de cima não lhe estender uma corda, corda essa que ninguém está obrigado a estender-lhe, em função da temeridade ou impossibilidade.
Ilusão imoral, porque se apoia precisamente apenas na Misericórdia de Deus, para assim poder ofendê-Lo mais facilmente, sem receio de castigo.


Se Deus é infinitamente Bom e Pai
de todos os homens, como pode então
condenar alguém a penas eternas?

Deus é infinitamente Bom, mas também é infinitamente Justo (simultânea e harmoniosamente), sendo a Sua Justiça imensamente séria e rigorosa.
A Justiça Divina assinalou um prazo máximo para o exercício incondicional e total da Sua Misericórdia: a hora da morte (passagem para e Eternidade).
Sendo que a infinita Seriedade e Perfeição de Deus impede-O de voltar atrás, oferecendo ao pecador uma nova oportunidade de salvação, depois deste ter injuriado ou menosprezado a Misericórdia Divina.

Se Deus voltasse atrás na sua decisão, estava a autorizar os pecadores a injuriá-Lo indefinidamente.
Se Deus perdoasse ilimitadamente ou em todas as circunstâncias, como sem bastante arrependimento e para além da morte, estava a induzir o pecador a pecar e a rir-se d'Ele, no tempo e na Eternidade, e então era um Deus pouco sério e nada justo; ou seja, não era verdadeiramente Deus.

Além disso, não é rigorosamente verdade que todos somos filhos de Deus:
Todos somos criaturas de Deus, mas não filhos.
A tal respeito, Jesus é bem claro, ao dizer:
«Se Deus fosse vosso Pai, vós Me amaríeis, porque saí de Deus e d'Ele venho... Vós sois do Diabo, vosso pai, pois quereis realizar os desejos do Diabo...
Quem é [filho] de Deus, ouve a Palavra de Deus; se não a ouvis, é porque não sois [filhos] de Deus»
(Jo 8, 42.44.47).
De facto, só é verdadeiramente filho de Deus, irmão de Jesus Cristo e templo vivo do Espírito Santo, quem é baptizado e vive na Graça de Deus.

E diz mais S. João: «Aquele que comete pecado é do Diabo, porque o Diabo é pecador desde o princípio. Por isso, é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo...
Nisto se revelam os filhos de Deus e os filhos do Diabo: Todo aquele que não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama o seu irmão»
(1 Jo 3, 8.10)

Então, existem os filhos de Deus e os filhos do Diabo.
Quem comete pecado mortal e nele morre, renuncia voluntariamente à Paternidade Divina, mormente sabendo que fere a Deus infinitamente - ver Deus Vivo e Crucificado, no meio de tormentos inenarráveis! -, e por isso mesmo não pode se considerado Seu filho.
E não é filho porque não o quis, voluntariamente, sendo para sempre filho do Diabo.
Só é realmente filho de Deus quem vive na Graça de Deus, ou pelo menos, quem se esforça, tanto quanto possível, por cumprir todos os Mandamentos de Deus, invocando-O e respeitando-O como Pai.


Por que é que Deus,
sendo infinitamente Bom
e prevendo que uma alma iria
para o Inferno, mesmo assim a criou?

Consideremos, pois, que Deus não tinha criado os "maus", mas só os "bons"...
Estes, "os bons", não poderiam ser livres, pois não teriam a possibilidade de escolha, tendo assim de ser "bons", quer quisessem ou não...
Ora, isso significaria que Deus era um tirano, como se tivesse criado homens-robôs, desprovidos de consciência e de livre-arbítrio.

Aonde pararia, então, a dignidade e a responsabilidade humana de, paradoxalmente, sermos criados... "à imagem e semelhança de Deus", mas não sermos livres?
Qual seria, afinal, a Glória de Deus, ao ser servido por seres desprovidos de vontade e liberdade?

Ao argumentarmos assim, estamos a colocar o homem ao nível do animal irracional, o que repugna à inteligência humana e divina.
Além de que, se Deus, levado apenas ou supostamente pela Sua infinita Misericórdia, não criasse senão aqueles que iriam salvar-se, mesmo que estes fossem criados com alguma liberdade, aconteceria que tais seres humanos podiam burlar a Deus, pecando incessantemente contra cada um dos Mandamentos Divinos.

Nem sequer seria necessário arrependerem-se dos seus pecados, já que Deus teria forçosamente que perdoar-lhes, mais tarde ou mais cedo.
Pelo que, depois de terem sofrido, provavelmente, uma determinada pena reparadora no Purgatório, entrariam finalmente no Céu, sem qualquer arrependimento, nem sequer um simples pedido perdão a Deus!

Quem não vê nisto uma espantosa aberração ou monstruosidade!
Deus ficaria escravo do pecador, pois estaria à mercê dos seus caprichos...
Que triste Deus seria o nosso, um Deus escravo da sua criatura!
Numa só palavra, um "deus" hipoteticamente a existir desse modo, não seria verdadeiro Deus!




Então, Deus não deveria
ter criado os homens e o mundo.

Mas aí ou desse modo, seria Deus que não era livre...
Visto que, só para evitar que algumas almas cometessem alguns crimes e fossem parar ao Inferno, deixaria de criar aqueles que O serviriam e amariam por toda a Eternidade, voluntariamente e por sua livre escolha.
E assim o mal triunfava sobre o Bem; ou seja, para evitar o mal, aniquilava-se o Bem.

Aonde estaria, então, Liberdade Divina?
Seria um Deus escravo do mal, que em atenção a este não poderia criar o bem.
Este argumento, também ele, repugna à nossa inteligência.


Nesse caso, Deus deveria aniquilar
o pecador, fazendo-o voltar ao nada,
de onde foi criado.

Com este argumento, colocaremos Deus ainda abaixo de Hitler.
Este matava os corpos, mas Deus, por essa forma de pensar, mataria os corpos e as almas, ao aniquilar o pecador.
O aniquilamento integral pressupõe uma rectificação da Obra de Deus, por parte do mesmo Deus, enquanto é a criatura culpável, e não o Criador, quem deve rectificar.
Além de que Deus seria injusto ao dar o mesmo castigo a todos os condenados que pecaram em graus muitos diferentes de maldade e malícia.

Acresce que o aniquilamento igualaria todos os condenados num mesmo e idêntico castigo para todos.
Ora, a Justiça Divina exige que não se castigue por igual aos que fizeram pecados de graus desiguais e variadíssimos.

Paralelamente, o aniquilamento impossibilitaria a Glória de Deus, através da Sua Justiça perante toda a criação.
Deus nunca poderia receber Glória pelo simples facto de assim parecer mais Justo, já que a Justiça com o aniquilamento não poderia ser exercida.
O nosso Deus seria um Deus finito e limitado, e como tal não seria verdadeiro Deus.

O problema deste argumento é que desconhecemos na totalidade a Natureza Divina.
Deus é um Ser Infinito em todos os Seus Atributos e Perfeições.
Se Ele é Infinito e Santíssimo em tudo, também o é, igualmente e sem diferença alguma, na sua Bondade e Justiça (e não apenas ou principalmente na sua imensa Misericórdia).

Efectivamente, quando Deus criou o homem, criou-o à Sua imagem e semelhança.
«Façamos o ser humano à nossa imagem e semelhança...» (Gn 1, 26).
Como Deus é Eterno, Ele mesmo, ao criar o homem, não o criou para o tempo, mas para a Eternidade, pois criou-o à Sua imagem e semelhança; isto é, criou-o com uma alma imortal; criou-o no tempo, mas para toda a Eternidade.

«Assim mesmo raciocinam os ímpios (os 'sem Deus'), mas enganam-se, porque a sua maldade cega-os.
Eles ignoram os segredos de Deus, não esperam o prémio pela santidade, não crêem na recompensa das vidas puras.
Deus criou o homem para a incorruptibilidade e fê-lo à imagem da Sua própria Natureza Divina; tendo sido por inveja do Diabo que a morte (eterna) entrou no mundo, experimentando-a quantos são do seu partido»
(Sb 2, 21-24).

Deus não se contradiz a Si mesmo: Depois de dar, Ele jamais volta atrás.
«Porque os dons e a vocação de Deus são irreversíveis» (Rom 11, 29).
«A Glória de Israel não mente nem se arrepende, porque ela não é pessoa para se arrepender» (1 Sm 15, 29).

Deus jamais poderia chamar à existência um ser feito à Sua própria imagem e semelhança, em ordem à incorruptibilidade, e logo de seguida aniquilar o pecador(voltando a reduzi-lo ao nada), só porque as suas opções livres, baseadas na Liberdade Divina, não foram de acordo com a Sua Vontade.
Pois então Ele não seria um Deus infinitamente Bom e Justo, mas como que um déspota, na medida em que criava e destruía por mero capricho pessoal.

Se assim fosse, o nosso Deus seria imperfeito, e como tal não seria verdadeiro Deus.
A morte que refere a Sagrada Escritura, quando fala dos ímpios, ou "sem Deus", não é o aniquilamento integral, mas a morte espiritual, mais conhecida como "morte eterna", ou Inferno, na linguagem cristã.


Paralelamente, se fosse verdade o 'aniquilamento' dos ímpios (o seu regresso ao 'nada'), a bíblia estaria a mentir, pois afirma claramente:
«O fumo do seu tormento subirá pelos séculos dos séculos» (Ap 14, 11).
«O Diabo, que os tinha enganado, foi precipitado no lago de fogo e enxofre, onde também estão a besta e o falso profeta. Aí, serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos» (Ap 20, 10)

Sendo atormentados pelos séculos dos séculos, é sinal e prova que não foram aniquilados.
Se fossem aniquilados, como defendem alguns hereges e apóstatas, então a Palavra de Deus é mentirosa, pois afirma precisamente o contrário.
O Senhor Jesus diz:
«Estes irão para o tormento eterno, mas os justos irão para a Vida eterna» (Mt 25, 46).
Como poderia o seu tormento ser eterno, se tivessem sido aniquilados por Deus?

Além disso, por que é que Deus não destruiu também Satanás e todos os demónios (como eis-anjos rebeldes que foram e que são)?
Em vez de destruí-los, pura e simplesmente, criou para eles mesmos o Inferno...
«Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos» (Mt 25, 41).
O homem foi criado livre, à imagem e semelhança de Deus, e como tal foi criado para o mérito ou desmérito.
Deus manifesta mais o seu Poder e a sua Glória na conservação dos seres humanos que criou, do que na sua total destruição.

Só acredita na aniquilação integral do pecador quem está fora da Verdade e a caminho do Inferno, pois um dos pecados contra o Espírito Santo, que não tem perdão neste mundo e na eternidade, é
«negar a verdade conhecida como tal».
Foi o pecado dos Fariseus, pois conheciam a verdade, mas não a queriam aceitá-la como tal.

«Todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem os filhos dos homens, tudo isso lhes será perdoado [em caso de arrependimentlo]; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca mais terá perdão, pois é réu de castigo eterno» (Mc 3, 28-29).
«A todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem, poder-se-á perdoar; mas a quem tiver blasfemado contra o Espírito Santo, jamais se perdoará» (Lc 12, 10).

«Se alguém disser uma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas se for dita contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo nem no vindouro» (Mt 12, 32).
Reparemos na expressão «nem no vindouro», o que significa que nunca, nem no mundo que há-de vir, tais infelizes terão perdão.
E para não terem perdão, eles terão de existir, pois não se perdoa algo a quem não existe.

O grande mal de muitos homens é a sua soberba descomunal, julgam-se melhores do que Deus ou superiores a Ele!
E querem impor ao Criador o que consideram ser ou não ser justo, segundo a sua tacanha e arrogante inteligência.
Se Deus nos revelou que o Inferno existe e nos colocou de sobreaviso em relação a ele, mais vale escutá-Lo e respeitá-Lo, humilde e fielmente, do que construir teorias no ar, e deste modo acabarmos por cair nesse mesmo abismo eterno, por nos recusarmos, rebelde e estultamente, a acreditar no óbvio.


É impressionante o relato de Santa Faustina, pois constatou que a maior parte dos que estavam no Inferno não acreditavam nele.
E é lógico, pois como não acreditavam, não procuraram evitá-lo, ou quando acreditaram já era tarde demais.

O Inferno é um tremendo Mistério!
Mas um mistério é algo que existe, mas que não pode caber na nossa inteligência limitada, ou que não é explicável por esta.
O facto de eu não saber explicar o que é o Amor, não significa que ele não exista. Sinto-o, mas não sei explicá-lo. E no entanto, o Amor existe.
O Amor é um grande mistério, embora seja profundamente real.

O Inferno, segundo a Revelação Divina, é algo absolutamente real, mas como desconhecemos os termos "infinito", "natureza divina", "fealdade do pecado", "suplício eterno", etc., não conseguimos senão dar dele uma pálida imagem, o que mesmo assim ajuda a perceber o porquê da sua existência.

O grande mistério do Inferno é o facto de, apesar de Deus desejar loucamente a nossa salvação - contemplemos Jesus Crucificado -, nós sermos capazes de nos condenarmos.
Deus criou-nos livres e quer que nos comportemos como tais.
Negar a possibilidade de alguém se condenar, é negar a liberdade do homem; é anular o próprio homem.
Se o homem não fosse livre para dizer "não" a Deus, também não o seria para dizer "sim".

Logicamente, ainda que insensata e tragicamente, a possibilidade de optar por Deus inclui também possibilidade de rejeitá-Lo.
Afirmar e acreditar que existe o Inferno é levar a sério, responsavelmente, a liberdade humana.
Deus oferece generosamente a todos a Salvação eterna, mas não a impõe a ninguém.

O Inferno equivale ao respeito de Deus pela última vontade do homem.
Se o pecador elege livremente o pecado, sem qualquer arrependendimento, Deus respeita essa sua vontade, por mais negativa e nociva que seja, embora naturalmente com imenso desgosto.
E assim como com a morte termina a liberdade humana, assim mesmo o pecador ficará por toda a eternidade.


Como devemos proceder
para evitarmos o Inferno?

Jesus disse: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim» (Jo 14, 6).
«Pilatos perguntou-Lhe: "Então, tu és rei?"
Respondeu-lhe Jesus: "Tu o dizes: Eu sou Rei. Para isso nasci e para isso vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Quem é da verdade escuta a Minha voz" »
(Jo 18, 37).

Jesus, o Filho de Deus Vivo, foi claro como a água, ao afirmar que era a Verdade e o Caminho.
Ele próprio acrescentou: «Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque se não crerdes que "eu sou", morrereis nos vossos pecados» (Jo 8, 24).
«Se alguém guardar a Minha palavra, jamais provará a morte» (Jo 8, 52).
«Eu sou a Ressurreição. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em Mim, jamais morrerá. Crês nisso?» (Jo 11, 25-16).

S. Paulo afirma: «Ora, sem a Fé é impossível ser-Lhe agradável. Pois aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele existe e que recompensa os que O procuram» (Hb 11, 6).


O que é necessário fazer
para não ir para o Inferno?

Sendo Jesus a Verdade, Ele não mente.
Jesus disse: «O que pedirdes em Meu nome, Eu vo-lo darei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes algo em Meu nome, Eu vo-lo darei» (Jo 14, 13-14)
«Em verdade, em verdade, vos digo: o que pedirdes ao Pai, ele vos dará em Meu nome. Até agora, nada pedistes em Meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa» (Jo 16, 23-24).

«Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo o que pede recebe; o que busca acha, e ao que bate se lhe abrirá.
Quem, dentre vós, dará uma pedra a seu filho, se ele lhe pedir pão? Ou lhe dará uma cobra, se ele lhe pedir peixe? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que está no Céu, dará coisas boas aos que lhas pedirem»
(Mt 7, 7-10).

«E tudo o que pedirdes com fé, em oração, vós o recebereis» (Mt 21, 22)
«A fim de que tudo o que pedirdes ao Pai, em Meu nome, Ele vos dê» (Jo 15, 16)
Então, para não irmos para o Inferno, devemos pedir ao Pai, em nome de Jesus, que salve eternamente a nossa alma.
É tão simples como isso; isto é, devemos rezar, sempre.
Dizia S. João Crisóstomo que «orar é falar com Deus» (Orat I de. orat. dominic: MG 44, 1125).

Então devemos, nas nossas «conversas com Deus», pedir a graça da -Salvação eterna da nossa alma.
Pedir e pedir incessantemente, eis o que Deus pede ao homem adulto que faça, se quer salvar-se.
Dizia Santo Afonso Maria de Ligório, que todos os condenados se perderam porque não rezaram.
Se tivessem rezado, ter-se-iam salvo. E acrescentava:

«Quem reza salva-se, quem não reza perde-se».
E por que rezar? Porque a oração pressupõe humildade. Só reza quem é humilde e se sente criatura de Deus.
O pecador não quer rezar, porque isso seria reconhecer-se criatura de Deus, e isso ele não suporta.
Por isso, não reza e por isso se perde.
Já dizia Santa Teresa d'Ávila, «Quem pede, alcança, quem não pede, não alcança».


Não resisto a citar pertinentemente Santo Afonso Maria de Ligório, no seu tratado da "Preparação para a Morte":
«Coloquemos, portanto, fim a este importante capítulo, resumindo todo o escrito e deixando bem clara esta afirmação: O que reza, salva-se certamente; e o que não reza, certamente condena-se».

Se deixarmos de lado as crianças,
«todos os Bem-aventurados se salvaram porque rezaram, e os condenados se condenaram porque não rezaram.
E nenhuma outra coisa lhes produzirá no Inferno mais espantoso desespero do que pensarem que lhes tinha sido coisa fácil a salvação, pois a teriam conseguido pedindo a Deus as Suas graças, e que serão eternamente desgraçados porque passou o tempo da oração»
(C
f. Preparação para a Morte, cap XXX, 2)

Muitos pedem, mas não pedem o essencial.
Pedem dinheiro, riquezas, saúde, amor, felicidade, solução para os problemas, mas não pedem o essencial: a salvação eterna da sua alma.
E como não pedem o Deus das coisas criadas, mas as coisas criadas de Deus, não terão umas nem as outras.
«Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua Justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas» (Mt 6, 33); pois «onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração» (Mt 6, 21).

Pedir a graça da Salvação eterna, pedir a graça de ser santo e de ir para o Céu. E rezar incessantemente, enquanto durar a nossa vida sobre a terra.
Eis o que devemos fazer para não irmos para o Inferno, e para irmos, sim, para o Céu.
«E quando orares... entra no teu quarto e, fechando porta, ora ao teu Pai, que está lá, em segredo; e o teu Pai, que vê em segredo, recompensar-te-á» (Mt 6, 5-6).

«Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele.
Estreita, porém, é a porta e apertado é o caminho que conduz à Vida, e poucos são os que o encontram»
(Mt 7, 13-14).






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Fonte-guia:
Últimas e Derradeiras Graças


Adaptação:
Nova Evangelização
Católica