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Preparemo-nos bem para a hora da Morte e do Juízo,
a fim de escaparmos ao Inferno e ganharmos o Paraíso!


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Visões de S. João Bosco
* O PARAÍSO CELESTE - 3





* * * * * * *



O Paraíso Celeste


Visão de S. João Bosco


= 3.ª Parte =


Continua e conclui assim
a visão sobrenatural de
S. João Bosco com
S. Domingos Sávio

sobre o Paraíso:


Então, recorda Domingos Sávio a D. Bosco:
«Se queres que te responda a mais alguma coisa, apressa-te»...

— Quanto ao futuro, o que me dizes? — interroga Dom Bosco.
Com respeito ao futuro, no próximo ano (de 1877) terás que sofrer uma grande dor; seis mais dois, dos que te são mais caros, serão chamados por Deus à Eternidade.
Mas consola-te, pois serão transplantados do campo do mundo para os jardins do Paraíso. Serão coroados.
Não temas, pois o Senhor te ajudará e te mandará outros filhos igualmente bons.

— Paciência! E no que se refere à Congregação salesiana?
— No tocante à Congregação, fica sabendo que Deus te prepara grandes acontecimentos.
No ano próximo, surgirá para ela uma aurora de glória tão esplêndida, que iluminará como um relâmpago os quatro cantos do mundo; do oriente ao poente, do norte ao sul. Grande glória lhe está preparada.
Tu deves zelar para que o carro, no qual vai o Senhor, não seja afastado pelos teus, fora das suas guias e dos seus caminhos.

Se os teus sacerdotes souberem bem conduzi-lo e se forem dignos da alta missão que lhes foi confiada, esplêndido será o futuro e imensas serão as pessoas que salvarão.
Mas com uma condição:
Que os teus filhos sejam devotos da Santíssima Virgem, e saibam, todos os que vivem em tua casa, conservar a virtude da Castidade, tão agradável aos olhos de Deus.

— Gostaria agora que me falasses algo sobre a Igreja em geral.
— Os destinos da Igreja estão nas mãos de Deus Criador.
O que Ele determinou em Seus infinitos decretos, não te posso revelar.
Tais arcanos reserva-os Ele exclusivamente para Si, e deles não participa nenhum dos espíritos criados.

— E sobre o Papa Pio IX?
— O que posso dizer-te, é que o Pastor da Igreja não terá que sustentar ainda longos combates na Terra. Poucas são as batalhas que ainda lhe resta vencer.
Brevemente, será arrebatado do seu trono, e o Senhor dar-lhe-á a merecida recompensa.
O resto já é bem sabido. A Igreja não perece...
Tens ainda algo para perguntar-me?

— E quanto a mim? — disse-lhe.
— Oh, se soubesses por quantas vicissitudes terás ainda que passar!
Mas apressa-te, que já muito pouco tempo resta-me para falar contigo.

Com ardor, estendi então as mãos para tocar naquele santo Filho; mas as suas mãos pareciam aéreas, não podendo senti-las...
«Que loucura! Que estás fazendo?» — disse-me Sávio, sorrindo.

— Temo que te vás — exclamei. — Mas não estás aqui com o teu corpo?
— Com o corpo, não. Recuperá-lo-ei no último dia.

— O que são, então, esses traços que me fazem ver em ti a figura de Domingos Sávio?
— Quando, por permissão Divina, uma alma separada do corpo aparece diante de algum mortal, apresenta-se com a forma exterior do corpo que em vida animou, com todas as suas feições exteriores, embora muito embelezadas, e assim as conserva até que volte a unir-se a ele, no dia do Juízo universal.
Só então levá-lo-à consigo para o Paraíso.
É por isso que te parece que tenho mãos, pés e cabeça; mas tu não podes segurar-me, porque sou puro espírito.
Esta é só uma forma exterior, pela qual me podes conhecer.


— Compreendo — respondi —, mas escuta ainda uma pergunta:
Os meus jovens estão todos no recto caminho da salvação?
Diz-me alguma coisa, para que possa bem dirigi-los.
Os filhos que a Divina Providência te confiou, podem ser divididos em três categorias.
Vês estas três listas? Olha-as...

E apresentou-me a 'primeira lista':
Encabeçava-a a palavra "Invulnerati" [Ilesos],
e continha os nomes daqueles que não mancharam a inocência com culpa alguma, aos quais o Demónio não conseguiu ferir.
Eram em grande número esses bem-aventurados sadios, e vi-os todos.
A muitos já conhecia; a outros era a primeira vez que os via, e certamente viriam para o Oratório nos anos futuros.
Caminhavam direitos por um caminho estreito, apesar de serem alvo de flechas, espadagadas e lançadas, que de todos os lados choviam sobre eles.
Essas armas formavam como que uma sebe, ao longo das duas bordas do caminho, combatendo-os e molestando-os, sem entretanto feri-los.

De seguida, Sávio entregou-me a 'segunda lista', cujo título era "Vulnerati" [feridos]; ou seja, aqueles que haviam estado na inimizade de Deus, mas que, uma vez postos de pé, haviam curado as suas feridas, arrependendo-se e confessando-se.
Eram em maior número que os primeiros, e haviam sido feridos nos atalhos da vida, pelos inimigos que os flanqueavam durante a sua viagem.
Li a lista e vi-os a todos. Muitos iam curvados e desanimados.

Sávio tinha ainda na mão a 'terceira lista'...
Encabeçava-a a epígrafe:
"Lassati in via iniquitatis" [Caídos na via da iniquidade].
Nela, estavam escritos os nomes dos que se encontravam na desgraça de Deus!

Eu estava impaciente para conhecer esse funesto segredo, pelo que estendi a mão...

Mas Sávio disse-me, com vivacidade:
«Não, espera um momento, e ouve:
Se abrires agora essa folha, dela sairá um tal mau cheiro que nem tu, nem eu, poderemos suportar.
Os Anjos têm que se retirar com asco e horror, e o próprio Espírito Santo sente repugnância pela horrível hediondez de tais pecados».

— Mas como pode ser isso — observei —, se Deus e os Anjos são impassíveis? Como podem sentir o mau cheiro da matéria?
— Quanto melhores e mais puras são as criaturas, tanto mais se acercam dos Espíritos celestiais;
pelo contrário, quanto pior, mais desonesto e torpe é alguém, tanto mais se afasta de Deus e dos Anjos, os quais, por sua vez, se afastam dele, por se ter convertido num objecto de náusea e repugnância.


Passou-me então essa 'terceira lista'...
«Toma-a — disse ele —, abre-a, e aproveita-te dela para bem dos teus jovens.
Mas não te esqueças do ramalhete que te dei; que todos o tenham e conservem»...

Dito isto, depois de entregar-me a 'última lista', Domingos Sávio logo retirou-se apressadamente do meio dos seus companheiros, como se estivesse fugindo de algo.

Abri então a 'terceira lista', mas não vi nenhum nome escrito...
Porém, no mesmo instante, foram-me apresentados de chofre todos os indivíduos nela inscritos, como se na realidade eu visse as suas pessoas.
Com quanta tristeza observei todos eles!
A maior parte eu conhecia, pois pertence ao Oratório e aos demais colégios salesianos.
Vi muitos que parecem bons, que até pareciam os melhores dentre os companheiros,
mas infelizmente não o são!

Efectiva e tragicamente, no acto de abrir a 'terceira lista', espalhou-se em meu redor um cheiro tão insuportável e nauseabundo, que logo me vi assaltado por uma terrível dor de cabeça, e por tantas ânsias e vómitos, que me parecia estar a morrer!

Entretanto, obscureceu-se o ambiente, e logo desapareceu a visão, nada mais eu vendo do anterior e maravilhoso espectáculo.
Ao mesmo tempo, ziguezagueou um raio e ressoou um trovão no espaço, tão forte e terrível que acordei sobressaltado...

Esse mau odor penetrou nas paredes e infiltrou-se nas minhas vestes, de tal forma que, muitos dias depois, ainda me parece sentir tão horrível pestilência.
De tal modo o pecado é fétido perante os olhos de Deus, e até mesmo o nome do pecador!
Agora mesmo, só de recordar aquele mau odor, vêm-me calafrios, sinto-me sufocado e revolve-se-me o estômago.

Em Lanzo, onde me encontrava, comecei a interrogar de cá e de lá alguns rapazes, e pude certificar-me de que o sonho não me havia enganado.
É, pois, uma graça do Senhor, que me deu a conhecer o estado de alma de cada um de vós; mas disso nada direi em público.

Muitas outras explicações ainda haveria de dar, mas reservo-as para uma outra noite.
Por agora, só me resta desejar-vos uma boa noite...


O facto de, no sonho, ter visto como maus certos jovens, que eram geralmente considerados os melhores da casa, fez com que Dom Bosco, de início, admitisse a hipótese disso poder ter sido apenas uma ilusão.
E assim, prudentemente, começou a chamar alguns rapazes para uma conversa particular, pois queria certificar-se bem da natureza do sonho.
Por esse mesmo motivo, não se apressou a narrar logo o sonho, mas esperou uns 15 dias, quando se sentiu bem seguro de que essa visão provinha realmente de Deus.

O tempo ainda haveria de lhe trazer outras confirmações de profecias por ele contempladas.
A primeira delas, e a mais importante, dizia respeito ao número de seus filhos que morreriam no ano de 1877, discriminados em dois grupos: seis, mais dois.
Naquele ano, efectivamente, os registos do Oratório assinalaram com a costumeira cruz, sinal de falecimento, os nomes de seis rapazes e dois clérigos.

A segunda profecia anunciava para a Sociedade Salesiana, em 1877, uma aurora tão esplêndida que faria luz sobre os quatro cantos do mundo.
Com efeito, naquele ano, fizeram entrada, no panorama da Igreja, a Associação dos Cooperadores Salesianos e o Boletim Salesiano.
Eram duas instituições que haveriam de levar até os confins da Terra o conhecimento e a prática do espírito de Dom Bosco.

A terceira profecia dizia respeito ao final, relativamente próximo, da vida de Pio IX.
De facto, esse Papa deixou de viver catorze meses decorridos, depois do sonho.

A última profecia foi deveras amarga para Dom Bosco:
"Oh, se soubesses por quantas vicissitudes terás ainda que passar!"
Realmente, nos onze anos e dois meses que ainda durou a sua vida, lutas, fadigas e sacrifícios não lhe deram tréguas, até ao último momento.

A Delegacia da Polícia de Borgo Dora era regida, aquando do sonho, por um senhor que tinha diversas pessoas conhecidos no Oratório.
Tendo ouvido narrar o sonho, ficou muito impressionado com a previsão das oito mortes, supramencionadas.
Durante todo o ano de 1877, observou com atenção se a previsão realmente se cumpria.

Quando soube que, no último dia do ano, se realizara o oitavo óbito, resolveu abandonar o mundo, fez-se salesiano e trabalhou muito, na Itália e também na América.
Foi o Padre Ângelo Piccono, cujo nome permanece ainda na memória de muitos.




* * * * * * *


Fonte geral da corrente série:
. Igreja Online
.. O Sonho de Dom Bosco - Parte I - Céu

Salesianos Dom Bosco (Portugal)


Adaptação:
Nova Evangelização
Católica

3 comentários:

José Avlis disse...

* * *

= Tema relacionado =

ENTRE O CÉU E A TERRA

Quando um dia formos, se pela Misericórdia Divina e por nós mesmos tal merecermos, a caminho do Céu, ou formos dignos de conquistar a Vida Eterna, face a face com Deus, então saberemos dar o justo valor a quanto fizemos, ou muito mais e melhor poderíamos ter feito, para gozarmos tal hiper-felicidade e super-glória sem fim.

Todavia, enquanto permanecermos neste mundo de contínua e necessária provação, temos ao nosso alcance tudo o que é preciso e eficaz para assegurarmos tal passagem extrema com pleno sucesso, bastando para tal cumprimos em tudo e o melhor possível a Lei de Deus e da Igreja onde estamos inseridos, em especial no Catolicismo, onde felizmente se reúnem as melhores condições de garantia para o acesso à Cidade Celeste, ao Reino de Deus.

Contudo, quem não conhece a Divina Revelação, o Cristianismo ou a própria Lei Divina, poderá também salvar-se eternamente se cumprir devidamente os deveres essenciais relacionados com a Divina Providência, com a Vontade de Deus, impressa na própria consciência.

Embora sendo esta uma via espiritual extraordinária que poderá levar à Vida eterna em Deus Criador e Senhor, não deixa de ser válida para aqueles que não tiveram qualquer possibilidade ou mesmo facilidade de conhecer a Palavra de Deus ou as Sagradas Escrituras.

Agora, quanto a termos Fé cristã, ou deixarmos de tê-la, isso mesmo, como dom fundamental que é, cabe naturalmente muito mais a nós do que ao próprio Deus, na medida em que se a pedirmos e merecermos, certamente que a alcançaremos, assim como as demais virtudes e carismas inerentes.

De facto, Deus nada recusa que seja essencial para a eterna salvação, porquanto Ele mesmo só deseja isso de todos nós, com Bondade e Misericórdia infinitas.

Como sendo assim, só não salva a própria alma quem não quer, ou quem é insensato e negligente.
E tais obstáculos ou impedimentos para acesso à Pátria Celeste têm como principal raiz daninha a soberba humana, a falta de humildade e sinceridade, a presunção de salvar-se sem merecimentos e/ou sem condições essenciais estipuladas por Deus, directa ou indirectamente, o que por sua vez leva a muito outros pecados e delitos, inclusive à rejeição da Fé, da Esperança e da Caridade.

Portanto, sejamos extremamente conscientes, cautelosos e prudentes, quer através da oração oral ou mental, quer através do amor a Deus e ao próximo, embora colocando sempre Deus em primeiro lugar (porque sem Ele nada podemos), com verdadeiro espírito de sacrifício e caridade, de pureza e piedade, tanto quanto possível.

Uma coisa é certa, assim como Deus nunca nos dá sofrimentos e tribulações superiores às nossas forças humanas, ainda que nos pareça o contrário, igualmente não nos pede mais do que aquilo que Ele sabe que podemos fazer ou realizar, quer em relação a Ele mesmo, quer em relação a nós ao próximo.
Portanto, ser-nos-á relativamente fácil discernir e controlar-nos, sem falsos alarmismos ou escrúpulos exagerados.

E assim mesmo, todos nós os que procedermos rectamente, segundo a Lei divinamente revelada ou impressa na nossa alma, encontrar-nos-emos brevemente na Pátria Celeste, pelos infinitos méritos da Paixão e Redenção de Cristo.

+ Deus acima de tudo!
+ Louvado e adorado seja Jesus!
+ Louvada e amada a seja Maria!

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J. Avlis
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Marlene Maravilha disse...

A Palavra de Deus nos fala que mesmo que facamos muito, ainda fazemos pouco e seremos sempre servos inúteis.
Gostei bastante do comentário do Jose Avlis.
Um fds abencoado para voces!
carinhos cristaos!

ale2santsant disse...

Deus nunca nos dá sofrimentos e tribulações superiores às nossas forças humanas, ainda que nos pareça o contrário, igualmente não nos pede mais do que aquilo que Ele sabe que podemos fazer ou realizar, quer em relação a Ele mesmo, quer em relação a nós ao próximo.nos poen a prova a ver que tanta fortaleza temos....por vezes dizemos sao castigos...e nao...sao ensenhanzas de vida...para que podamos tirar o melhor proveito de elas para a nossa porificaçao...e santidade...