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Preparemo-nos bem para a hora da Morte e do Juízo,
a fim de escaparmos ao Inferno e ganharmos o Paraíso!


quarta-feira, 23 de junho de 2010

CONTRIÇÃO PERFEITA
* A Chave do Céu !




* * * * *



CONTRIÇÃO PERFEITA


A CHAVE PARA

ENTRAR NO CÉU



O que é a

Contrição Perfeita?




Contrição:

É a dor de alma pelo desgosto e rejeição dos pecados cometidos.
Deve acompanhá-la o bom propósito; isto é, uma firme vontade de emenda de vida para não voltar a pecar.

Para que a Contrição seja legítima, deve ser interna, ao nível da alma; isto é, não pode ser uma simples expressão feita com os lábios e sem reflexão, pois isto seria apenas mera contrição de boca.

Não é necessário manifestar exteriormente a Contrição interna por meio de suspiros, de lágrimas, etc.; pois tudo isto pode ser sinal de contrição, mas não é, porém, a sua essência.

A essência da contrição está na alma, na sincera vontade de afastar-se deveras do pecado, convertendo-se para Deus.

Além disso, a Contrição deve ser geral.
Isto significa que deve estender-se a todos os pecados cometidos, ou pelo menos, a todos os pecados mortais.
Finalmente, deve ser sobrenatural, e não meramente natural, pois esta nada aproveita.


Segue-se que a Contrição, como todo o bem espiritual, deve proceder de Deus e da Sua Graça; e com a Graça de Deus, desenvolver-se na alma.
Porém, não tenhamos receio; bastando que peçamos a Contrição de boa vontade e que nos arrependamos sincera e espiritualmente, pelo que Deus conceder-nos-á então as graças necessárias.

Se o motivo da Contrição se fundamentar na natureza ou somente na razão (por exemplo, nos danos temporais, na vergonha, na doença, etc.), é muito provável que a dor dos pecados seja simplesmente natural e sem mérito.

Todavia, se o motivo da Contrição é alguma Verdade da Fé (por exemplo: Deus, o Céu, o Purgatório, o Inferno, etc.), então a Contrição será legítima e sobrenatural.
A Contrição legítima e sobrenatural pode ser, por sua vez, de duas classes: perfeita e imperfeita.

E assim, chegámos ao tema principal da...




CONTRIÇÃO PERFEITA


Em poucas palavras, a Contrição Perfeita é a Contrição que procede do Amor a Deus; e a Contrição imperfeita, é a que procede do Temor de Deus.

É Contrição Perfeita quando procede de Amor perfeito a Deus.
E o nosso amor a Deus é perfeito quando O amamos porque Ele é, em Si mesmo, infinitamente Perfeito e Bom (amor de benevolência), e porque Ele nos mostrou o Seu Amor duma maneira tão admirável (amor de agradecimento).

E é um amor imperfeito a Deus o quando O amamos porque esperamos alguma coisa d'Ele (por algum motivo calculista ou interesseiro).
De tal modo que, com o amor imperfeito, pensamos sobretudo nos dons (a receber); e com o amor perfeito, pensamos sobretudo na Bondade do Dador.

Com o amor imperfeito, amamos mais os dons, e com o amor perfeito amamos mais o Dador, e isto não tanto pelos Seus dons, mas principalmente pelo Amor e Bondade que nos Seus dons se manifestam.


Do Amor nasce a Contrição.
Portanto, a Contrição será perfeita se nos arrependermos dos nossos pecados por amor perfeito de Deus, quer este seja de benevolência, quer seja de agradecimento.

Será Contrição imperfeita se nos arrependermos dos pecados apenas ou mormente pelo Temor de Deus, uma vez que pelo pecado perdemos a recompensa de Deus, o Céu, e merecemos o seu castigo, o Inferno ou o Purgatório.

Na Contrição imperfeita, fixamo-nos principalmente em nós e nas desgraças que, segundo a Fé nos ensina, nos acarretou o pecado.

Na Contrição perfeita, fixamo-nos sobretudo em Deus, na Sua Grandeza e Formosura, no Seu Amor e Bondade, vendo quanto o pecado O ofende, e que foi o pecado que Lhe causou tantos sofrimentos e dores para nos redimir.
Na Contrição perfeita, não queremos unicamente o nosso bem, senão também e sobretudo o Bem de Deus.


Com um exemplo envangélico, comprenderemos melhor tal realidade:

Quando São Pedro negou o Divino Salvador, foi para fora e “chorou amargamente”
(1 Lc 22, 62).
Por que é que chora S. Pedro?
É, porventura,
por pensar na vergonha que vai sentir diante dos outros Apóstolos?
Se assim fosse, a sua dor teria sido puramente natural e sem mérito.

É por que receia que o Seu Divino Mestre lhe tire, como merece, o cargo de Apóstolo Principal, expulsando-o do Seu Reino?
Essa seria uma boa contrição, embora somente imperfeita.

Mas não; Pedro arrepende-se e chora, antes de tudo, porque ofendeu o Seu amado Mestre, tão Bom, tão Santo, tão Digno de ser amado, e por ter sido tão ingrato ao Seu imenso Amor por ele.
S. Pedro teve, pois, uma
verdadeira e perfeita Contrição.





Agora diz-me:
Tens tu também, Cristão da minha alma, algum fundamento, algum motivo, parecido com o de S. Pedro,
para te arrependeres dos teus pecados por amor, por amor perfeito e agradecido?
Sim, certamente, pois os benefícios que Deus te tem feito são mais que os cabelos da tua cabeça, e considerando-os, podes dizer, em cada um deles, o que dizia S. João:
“Amemos a Deus, já que Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4, 19).

E como Deus nos amou?
“Com Amor eterno te amei disse Ele e me compadeci de ti e te atraí a Mim” (Jer 31, 3).

Sim, com Amor eterno Ele te amou.
Desde toda a Eternidade, desde quando ainda não havia nem um átomo de ti sobre a Terra, te olhou com aqueles Seus Olhos amorosos e que tudo penetram, e te preparou alma e corpo, Céu e Terra, com o amor com que uma mãe prepara todo o necessário para o filhinho que ainda não nasceu.

Ele deu-te a saúde e a vida, Ele deu-te e dá-te, em cada dia, todos os bens naturais; consideração esta que até aos pagãos pode fazê-los chegar ao conhecimento e Amor perfeito de Deus; quanto mais a ti, Cristão, que conheces outro género muito diferente de amor e de bondade, o Amor e Bondade sobrenaturais de Deus para contigo.


Porque Deus compadeceu-se de ti; e quando, com todo o género humano, estavas condenado pela culpa original, Deus enviou o Seu Unigénito Filho, e Ele se fez teu Salvador e te redimiu com o Seu preciosíssimo Sangue, morrendo na Cruz.

E em ti pensava com entranhável Amor, quando agonizava no Horto das Oliveiras, e quando derramava o Seu Sangue com os açoites e os espinhos, e quando subia, arrastando a pesada Cruz, pelo longo e áspero caminho do Calvário; e quando, cravado nela, Se desfez em Sangue, entre indizíveis tormentos.
Em ti pensava com entranhável Amor, como se tu foras o único homem da Terra.

Que tens a concluir, daqui?
“Amemos a Deus, já que Ele nos amou primeiro” (1 Jo 4, 19).

E Deus te atraiu a Ele pelo Baptismo, Graça capital e primeira da tua vida, e pela Igreja, em cujo seio foste então admitido.
Quantos há que, só à força de trabalhos e canseiras, conseguem encontrar a verdadeira Fé, e a ti ta ofereceu Deus desde o berço, por puro Amor.

Atraiu-te a Ele e atrai-te sempre pelos Sacramentos e pelas inumeráveis graças interiores e exteriores com que te enche todos os dias, pois, em verdade, estás a nadar, como num imenso mar, na Bondade e Amor de Deus.
E este Amor quer ainda coroar-te, colocando-te consigo no Céu e fazendo-te eternamente feliz.


O que Lhe deves, por tanto Amor?
Não é verdade que deves corresponder-Lhe (em tudo aquilo que estiver ao teu alcance)?
Amemos também a Deus, já que Ele nos amou primeiro.

Pois, vamos a contas, e diz-me:
Como tens pago a Deus, tão Bom e Amoroso, o Seu Amor e Bondade para contigo?
Dir-me-ás, sem dúvida, que com ingratidão e pecados.
E pesa-te essa ingratidão?
Sem dúvida que sim, e queres ressarcir a tua pesada ingratidão, amando quanto possas tão grande e amoroso Benfeitor.

Pois, olha, se assim é, já tens Contrição perfeita, Contrição de amor a Deus.
Para facilitar, chama-se a esta Contrição de amor de Deus, Contrição de Amor
, ou de Caridade.

Na mesma Contrição de Caridade, há uma mais elevada, que é quando alguém ama a Deus porque Ele é, em Si mesmo, infinitamente Formoso, Glorioso, Perfeito e Digno de Amor, prescindindo do Seu Amor e Misericórdia para connosco.


Há estrelas e com esta comparação julgo que entenderás melhor que, por estarem muito longe de nós, não as podemos distinguir, e contudo, são tão grandes e formosas como o Sol, que tão diligentemente nos dá o calor e a vida.

Pois também, ainda quando o homem não tinha visto nem gozado nunca do Amor de Deus, Eterna Estrela do Céu, ainda quando Deus não tinha criado o Mundo, nem criatura alguma, mesmo assim, Ele era igualmente Grande, Formoso, Glorioso e Digno de todo o Amor, porque Ele é, em Si mesmo e por Si mesmo, o Bem mais Excelente, mais Perfeito e Digno de pleno Amor.

Isso mesmo, e não outra coisa, quer dizer essa expressão que, talvez várias vezes, terás encontrado nos devocionários e nas fórmulas do Acto de Contrição, e que provavelmente ter-te-á parecido um tanto obscura.

Detém-te, pois, agora, e contempla o imenso Amor de Deus.
Contempla-o, sobretudo, nos amargos sofrimentos do Salvador, a cuja luz O compreenderás tão facilmente, quão facilmente Ele te arrebatará o coração.




* * * * *


Autor:
J. Driesch,
"Contrição Perfeita - a Chave do Céu!"


Adaptação:
NOVÍSSIMOS DO HOMEM

3 comentários:

José Mariano disse...

+ + +

= Esclarecimentos importantes - relacionados =

Caros Irmãos e Amigos:

Verdadeiramente, só não se salva espiritualmente quem não quer mesmo salvar-se, ou seja, quem negligencia voluntariamente (culposamente) tal dever supremo e tal direito absoluta de definitiva e eterna importância.
De facto, toda a Humanidade pode e deve salvar-se eternamente, na medida em que o Filho de Deus encarnou, viveu e morreu pela Redenção e Salvação de todos nós, em geral; isto é, por todos aqueles que aceitarem e cumprirem livremente a Sua Lei e Doutrina; ou, no caso daqueles que as desconhecem concreta ou expressamente, sem culpa própria, aceitem, no mínimo, a mesma Lei de Deus, impressa no coração (na alma) de todos os seres humanos e suficientemente entendida através da sã consciência de cada um.

Assim como Deus concedeu a todas as pessoas normais, sem qualquer excepção, o livre-arbítrio, assim mesmo Ele não exclui ninguém da Pátria Celeste, da Vida eterna, por mais doente ou deficiente físico que seja, assim como não permite a condenação espiritual de alguém que morra antes de alcançar o uso da razão, ou, enfim, que não saiba distinguir suficientemente o bem do mal devido a qualquer doença mental, e assim como também Deus, pela Sua infinita Misericórdia e perfeitíssima Justiça, salvará a alma de todos os pecadores verdadeiramente arrependidos que, por isso mesmo, se encontrem livres de pecado mortal à hora da morte.

A propósito, lembro que, para haver "pecado mortal" (falta grave que leva à morte da alma em Deus), são necessárias "três condições", simultaneamente, a saber:

1. «Matéria grave» -- moralmente, espiritual e cristãmente falando, não apenas em face da consciência da cada pessoa, mas sobretudo em face de tudo aquilo que nos ensinam as Sagrada Escritura, em especial o Santo Evangelho, e também segundo a Doutrina da Igreja, a única verdadeira e santa fundada por N. S. Jesus Cristo.

2. «Advertência plena» -- ou seja, termos moral e conscientemente o conhecimento ou discernimento de que a "matéria" em causa é mesmo grave, isto é, que, por si mesma, ofende gravemente a Deus, ou também a nós mesmos e ao próximo.

3. «Consentimento perfeito» -- isto é, segundo a nossa mente e consciência livres, havendo de facto as duas condições anteriores (constantes nos pontos '1' e '2'), e mesmo assim consentirmos plenamente (totalmente) em transgredir a Lei de Deus, relacionada com a matéria em causa.

Como sendo realmente assim, todo o ser humano em 'pleno uso da razão' (e por isso mesmo devendo ser devidamente responsabilizado), que seja crente, ou até mesmo sendo descrente (desde que a sua incredulidade seja inculpável ou inocente), tem o pleno "dever" (obrigação moral e espiritual) de respeitar e cumprir sempre a Lei de Deus e a Sua Doutrina, reveladas e promulgadas directamente pelo Criador e Senhor de todas as coisas, ou pelo menos (no caso dos agnósticos e pagãos em geral), a Lei Divina impressa e programada no coração (na alma) de todos os homens, logo a partir da concepção.

(Conclui a seguir)

J. M.
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José Mariano disse...

+ + +

= Esclarecimentos importantes - relacionados =

(Conclusão)

Por outro lado, quem teve a infelicidade de cair em pecado mortal - portanto gravosa e culposamente -, pode regenerar-se, mesmo assim, a partir do sincero arrependimento e conversão, recuperando a inocência anterior ao delito, ou seja, através duma Contrição perfeita, e sobretudo, no caso dos católicos, pela Confissão (reconciliação) sacramental.

Mas atenção: Mais vale não confessar-se sacramentalmente do que confessar-se mal (sacrilegamente), isto é, sem as devidas "condições" exigidas, sendo elas:

a) "Exame de consciência" - tentando lembrar os pecados cometidos em geral, sobretudo os considerados graves;

b) "Dor de coração" - ou 'contrito arrependimento' pelos pecados cometidos, com 'propósito firme de emenda';

c) "Confissão de boca" - directamente ao Confessor, que perdoa, ou não, em nome de Deus;

d) "Satisfação da penitência" - cumprindo, tanto quanto possível, a penitência reparadora ou as orações piedosas recomendadas pelo Confessor.

Efectivamente, numa Confissão mal feita -- sobretudo por ocultação voluntária ou negligente de pecados graves, ou então sem 'propósito firme de emenda' -- não só não é perdoado nenhum dos pecados acusados ou 'confessados', como ainda se comete um delito muito grave, chamado sacrilégio, por se ter abusado dum Sacramento da Igreja (profanação sacramental).

Conclusão: Quem não tiver aquele mínimo de condições e disposições necessárias para fazer uma boa Confissão sacramental, que se limite, preventiva e provisoriamente, a fazer uma simples 'confissão' espiritual, ou seja, a chamada 'Contrição perfeita' (ou pelo menos a 'imperfeita'), tão frequentemente quanto possível, de preferência diariamente.
E, entretanto, que peça, a Deus, humilde e pacientemente, mas confiadamente, as condições indispensáveis para fazer, logo que possível, uma boa Confissão sacramental (de todos os pecados e faltas graves cometidos até então, mesmo aqueles de que já não consigamos lembrar-nos), recitando, por exemplo, o seguinte Acto de Contrição:

+ Meus Deus, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, pesa-me profundamente de Vos ter ofendido.
E com o auxílio da Vossa divina Graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender.
Peço e espero o perdão das minhas culpas, pela Vossa infinita Misericórdia. Amém.

Ou então, este Acto de Contrição bem mais simples:

+ Meus Deus, porque sois tão bom, tenho muita pena de Vos ter ofendido.
Ajudai-me a não tornar a pecar.

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J. Mariano - N. E. C.
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Conceição disse...

Olá! Vim aqui deixar as boas vindas ao blog do David. Fico contente por se ter juntado a nós nesta jornada. Obrigado. Um abraço